10 9 / 2014

"Enfim, acho que é disso que os sonhos falam. Da nossa vontade de ser forte como indivíduos e do nosso medo oceânico de nos desligarmos dos outros. Da contradição entre a vontade de crescer e o impulso de permanecer um bebê chorão, ligado ao outro por um cordão umbilical. Os sonhos contam que o amor, lindo que é, essencial como possa ser, não nos salva de sermos nós mesmos. Mesmo quem respira suavemente ao nosso lado, adormecida, tem sonhos separados dos nossos. É uma pessoa estranha que amamos, mas sobre a qual nunca saberemos o suficiente. É preciso respeitar esse mistério."

06 9 / 2014

Sempre tão crítica, tão convicta de todas as coisas as quais nunca se sujeitaria. Tapa na cara. Passou a criar razões e justificativas baratas que não convenciam nem a ela mesma, mas que serviam para permitir que continuasse se enganando por mais alguns dias.

Cada um tem seu tempo.

Não é necessário nenhum tipo de preciptação.

Ele me faz bem - e isso basta.

Que bem é esse que a deixava aflita cada vez que as coisas deixavam de estar bem do nada? Que não dá garantia de nada? Que deixa claro que no fim parece estar tudo bem, mas que os interesses não são os mesmos? Que age como quem está constantemente “fazendo um favor”. Favor de se deixar ser amado? Cabimento algum.

Ela procurava em tudo uma justificativa para amenizar os “erros” dele. Queria mesmo era aliviar tudo o que estava ficando cada vez mais claro, mas que continuava sem querer enxergar. Erros e acertos são palavras que não cabem aqui, onde o tudo pode ser resumido pela palavra permissão.

O grande erro foi esse: permitir.

Ela não tinha dúvidas do que sentia. Sabia que podia fazer dele o homem mais feliz do mundo.

Isso não depende da sua vontade, querida!

Guarde tudo para alguém que queira estar com você - sem dúvidas.

Conclusões:

- Pensar só com a cabeça de cima dói.

- Guardar um sentimento dói.

- Desperdiçar dói muito mais.

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06 9 / 2014

Posso até me acostumar e deixar você fugir.

Decisão tomada no momento mais inusitado possível. Quando estava tudo aparentemente bem, mas exatamente no momento em que eu não te senti ali presente de verdade. Lutei - e muito - contra esse dia. Se antes eu estava conformada ou aprendendo a lidar com a falta, dessa vez eu tinha fraquejado e precisava começar a lutar contra essa mistura louca de sentimentos.

Foi o dia do último adeus. O dia em que eu decidi que não dava mais e que aceitei que já tínhamos chegado ao ponto de não me fazer bem. Estar feliz e em paz apenas quando você quisesse nunca fez parte dos meus planos - e nem era justo.

Não significa que você não é bom, significa apenas que temos interesses diferentes. 

Tem sido difícil, mas tem sido mais suportável do que eu imaginei.

O porquê de eu ter citado a música de Marcelo Camelo lá no início? Talvez porque eu tenha me acostumado mesmo com isso. Deixo você fugir - de novo.  

O costume perde toda a emoção. 

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06 9 / 2014

Eu sabia que iria ser bom, mas não imaginava que seria tão bom.

Nem eu. Foram, sem exagero algum, os melhores dias desse ano - senão os melhores dias que já vivi. É só o início, eu sei. E é justamente por saber que ainda tem muito mais pela frente que a minha felicidade é ainda maior.

A mistura de sentimentos que tive que aguentar por longos 4 meses fazem com que eu dê valor a cada momento ao seu lado. Amo te ver dormindo, amo ouvir a sua voz só pra me desejar bom dia, amo quando você cuida de mim, amo TODOS os momentos com você. 

É de verdade mesmo, e eu amo saber que posso acordar toda manhã e continuar vivendo esse sonho. 

Pra você: a melhor parte de mim.

06 9 / 2014

Percebi, ao poucos, que o laço do embrulho estava se desfazendo.

Afobada que sou, tentei consertá-lo com pressa. Tinha medo de perder o que havia dentro da embalagem. 

Apalpei, de leve, e percebi que estava vazia. Apenas cheia de espaço (vazio). 

Onde foi parar o que eu deixei exatamente ali?

Era tão perfeito, do jeito que eu sempre sonhei. Do jeito que deveria ser proibido mudar. Nunca lidei bem com mudanças. 

Mas as coisas precisam mudar. Tem tanta coisa vindo pela frente que ou a gente acompanha, ou é atropelado. 

Perdi o tino.

Perdi o tato.

Perdi a pressa.

Esse é o segredo.

06 9 / 2014

E então eu descobri que peco é no detalhe.

"Detalho" demais as coisas, eu diria. 

Gestos simples, palavras já usadas em outrora, a forma de falar e ouvir, as datas, os números, as fotografias, as ligações, as mensagens.

Vejo beleza em tudo.

Sinto necessidade de tudo.

Tenho tentado controlar essa minha obsessão por detalhes. 

Não tem sido fácil.

(mas isso é apenas um mero detalhe) 

06 9 / 2014

Sentimentos, pessoas, vontades, planos.

Só existem de verdade se existirem com verdade.

E existir com verdade significa entrega, certeza, firmeza.

Na correria do dia-a-dia, nessa necessidade absurda de colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz e com o intuito de desfazer esse constante nó que vive aqui na garganta, decidi.

Quero você INTEIRO.

Essa é a minha certeza, minha verdade: me joguei sem pensar nas possibilidades da queda, mas quero pousar em terra firme. 

06 9 / 2014

Tem algumas muitas coisas passando por aqui. É o que, intimamente, eu tenho chamado de “Processo de redescobrimento”. De mim mesma e das relações desse “eu” com o(s) “outro(s)”. É um processo complicado e longo, impossível de acontecer do dia pra noite, mas eu tenho me esforçado. Procuro ajuda em textos, conversas. Uma tentativa de encontrar o que há de errado - comigo e/ou com o todo, e a descoberta de que não tem nada errado, há apenas uma confusão. Às vezes a gente tende ao exagero. Pensa-se demais, fala-se demais, fica-se junto demais, ama-se demais. O demais pode tornar até o mais belo dos adjetivos em algo fora do controle. E isso é ruim -   demais. Mas não é um bicho de sete cabeças.

05 9 / 2014

Hoje é o segundo dia sem vontade de sair de casa. A dor às vezes demora um pouco a chegar, mas quando chega vem arrastando tudo, vem com a força de um furacão, virando a vida de cabeça pra baixo. Eu preciso reagir, eu sei, e é isso que todos vão dizer quando se derem conta do meu estado. Mas só quem sente consegue entender. Tomar decisões é o que há de mais difícil no mundo dos adultos. A gente pode até saber o que deve ser feito, mas sentimos algo diferente. Eu não sinto vergonha do que sinto, não mesmo. Se me perguntarem, eu digo que me apaixonei perdidamente pelo teu caos e ainda não me salvei.

Mas vai passar.

26 4 / 2013

Há muito tempo não escrevo, mas agora ao me deitar, senti uma leveza, uma paz tão grande. Resolvi registrar pra não me deixar escapar.
Permaneça.